segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Procuradoria Geral de Justiça diz que mensagens hackeadas não provam a inocência de Lula


Em parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República interino, Alcides Martins, afirmou que as mensagens hackeadas do celular do coordenador da Lava Jato em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol, são prova ilícita, e que, mesmo que pudessem ser utilizadas, não seriam capazes de provar a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“As mensagens trocadas no âmbito do Telegram forma obtidas por meios ilegais e criminosos, tratando-se de prova ilícita, não passível de uso no presente caso”, escreveu Martins, segundo informa o jornal O Estado de S.Paulo.

O parecer foi entregue no âmbito de recurso da defesa do petista contra decisão do ministro Edson Fachin que rejeitou habeas corpus para libertá-lo e anular suas ações penais.

De acordo com a defesa, que queria o compartilhamento de provas dos celulares dos alvos da Operação Spoofing – que mira as invasões do Telegram de autoridades –, publicações feitas pelo site The Intercept teriam mostrado que Lula foi alvo de uma conspiração.

“No mesmo sentido, ainda que se admitisse a utilização, nestes autos, da ‘prova ilícita’ de que ora se trata, isso não beneficiaria Luiz Inácio Lula da Silva nos moldes pretendidos pelos impetrantes, e, tampouco, teria o efeito de lhe devolver a liberdade”, afirmou Martins.

Por Yuri Almeida

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