quinta-feira, 5 de julho de 2018

Polícia Federal vê indícios de corrupção e lavagem de dinheiro de Lobão em obra


O senador maranhense Edison Lobão (MDB) voltou a ser manchete da grande imprensa sobre corrupção. Relatório elaborado pela Polícia Federal aponta indícios de que Lobão (MDB-MA) foi beneficiado com desvios na obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, um dos maiores empreendimentos para geração de energia do mundo.

Os federais apontaram suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte do senador, que é investigado em um dos inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Além de Lobão, o relatório também aponta a participação do senador paraense Jader Barbalho (MDB) no mesmo esquema. Barbalho também está sendo investigado pela Lava Jato.

Segundo a Polícia Federal, também há indícios dos mesmos crimes por parte do filho de Lobão, Márcio Lobão, que foi alvo da Operação Leviatã, em fevereiro do ano passado, que recolheu provas para o inquérito.

Delatores e depoimentos narraram repasses por meio de Márcio Lobão, que teria supostamente sido indicado pelo pai para operacionalizar os valores.

O filho de Lobão, conforme o relatório, se apresentou aos executivos das empreiteiras do consórcio da obra em uma série de reuniões individuais em março de 2012, na sede da construtora Andrade Gutierrez, no Rio.

Essas reuniões ficaram registradas no e-mail do ex-diretor da Andrade Gutierrez Flávio Barra e na portaria do prédio onde fica a empresa.

Flávio Gomes Machado, outro ex-diretor da Andrade, disse que Lobão pediu R$ 500 mil a serem entregues para o filho e relatou que providenciou R$ 250 mil.

Segundo ele, o dinheiro foi levado em caixa de camisas com uma sacola. Depois, disse ter recebido reclamação de Márcio Lobão de que faltavam R$ 10 mil.

“Há, assim, informações convergentes e de diversificadas origens a indicar a atuação contumaz de Márcio Lobão como arrecadador financeiro no interesse de seu pai e do grupo político que integrava”, afirma o relatório.

Conforme o documento, chegou a ser negociado pagamento de R$ 11 milhões a Lobão em 2012. A PF narrou que uma das entregas teria ocorrido no final de fevereiro de 2014.

Segundo a investigação, Márcio Lobão esteve na sede da Odebrecht em 17 de fevereiro para reunião com Ênio Silva. No mesmo dia, Ênio pediu por e-mail que fosse feito um pagamento de 500 mil reais para o codinome “Esquálido”, que segundo as investigações se trata de Edison Lobão.

OUTRO LADO

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defensor de Edison Lobão no caso, disse que tenta autorização de acesso ao relatório. Ele afirmou que, embora desconheça o teor do documento, acompanha a investigação e diz que não há elementos capazes de incriminar o senador.

(Com informações do G1)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Atenção: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Blog Zaidan de Sousa. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.