segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Cibercrimes geram prejuízo de US$ 600 bilhões no mundo; ameaças evoluem

O crime cibernético gera um prejuízo de quase US$ 600 bilhões para empresas (0,8% do PIB mundial), revela levantamento da McAfee, em parceria com a Center for Strategic and International Studies (CSIS), refletindo aumento em relação a um estudo de 2014 que avaliou os prejuízos globais em aproximadamente US$ 445 bilhões.

O relatório atribui o crescimento dos últimos três anos à rapidez com que os criminosos cibernéticos adotam novas tecnologias, à facilidade de ingressar no crime cibernético (incluindo um número crescente de centrais de crime cibernético) e à estrutura financeira cada vez mais sofisticada de criminosos cibernéticos profissionais.

O levantamento aponta como exemplo o ransomware. Com ele, criminosos podem terceirizar grande parte do trabalho para prestadores de serviços especializado, formando o ‘ransomware-como-serviço’. Para agravar o problema, as criptomoedas facilitam e aceleram a obtenção de lucros, além de minimizar o risco de prisão.

De acordo com o relatório, os bancos continuam sendo o alvo favorito dos criminosos cibernéticos, e estados-nação em conflitos internacionais são a fonte mais perigosa de crimes cibernéticos. Rússia, Coreia do Norte e Irã são os países que mais realizam ataques hacker em instituições financeiras, enquanto a China é o país mais ativo em espionagem cibernética. A pesquisa comprovou que a Rússia é a líder no crime cibernético, o que reflete a proficiência de sua comunidade de hackers e seu desrespeito pelas leis ocidentais.

O relatório avalia o crime cibernético na América do Norte, na Europa, na Ásia Central, na Ásia Oriental e na região do Pacífico, na América Latina e no Caribe, na África Subsaariana, no Oriente Médio e no Norte da África. Como era de se esperar, os prejuízos gerados pelo crime cibernético são maiores nos países mais ricos. No entanto, os países com os prejuízos mais altos (percentual da renda nacional) são nações de nível econômico intermediário que são digitalizadas, mas não totalmente proficientes em segurança cibernética.

O que fazer?

O relatório também apresenta algumas recomendações sobre como lidar com o crime cibernético, tais como:

• Implementação uniforme de medidas de segurança básicas e de investimento em tecnologias de defesa

• Maior cooperação entre as entidades de segurança pública internacionais

• Maior coleta de dados por parte das autoridades nacionais

• Aumento da padronização e da coordenação das necessidades de segurança cibernética

• Avanço da Convenção de Budapeste, um tratado formal sobre o crime cibernético

• Pressão internacional aos países que são polos de crime cibernético


Fonte: Terra

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