quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Pai que matou maranhense namorada da filha se entrega e é liberado

Homem chegou à DP na companhia do advogado;
polícia descartou homofobia
O homem acusado de assassinar a facadas a jovem Anne Mickaelly, de 23 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (9), na companhia do advogado. O homem de 46 anos confessou ter matado a garota. Ele estava foragido desde o dia do crime, ocorrido no sábado (6), na QR 519, em Samambaia.

Segundo as investigações, o homem relatou ter matado Anne em um momento de fúria. Disse que a garota havia se aproximado da casa da família e soltou fogos para anunciar que mataria alguém. Naquele momento, ele, que trabalha com venda de churrasquinho, pegou a faca usada para cortar a carne e partiu para cima de Anne.

A vítima correu por alguns metros, mas foi alcançada, sendo atingida no rosto e no pescoço. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro, mas a jovem morreu ainda no local das facadas.

Anne era natural de Presidente Dutra, no interior do Maranhão, e tinha apenas um parente morando no DF. Segundo a polícia, a família do suspeito havia acolhido a garota, mas resolveu distanciar-se por conta de seu envolvimento com drogas. Ela, então, foi morar em um apartamento próximo.

A polícia descartou a hipótese de que o crime tenha sido cometido por homofobia, uma vez que a filha do homem negou envolvimento com a vítima. O acusado não tinha passagens pela polícia e foi liberado após depoimento. O caso é investigado pela 32ª DP (Samambaia Sul).

Relato em rede social sobre homofobia

Em uma rede social, Anne relatou que sofreu homofobia. A postagem foi feita no dia 16 de novembro do ano passado e ela diz que o pai de uma menina com quem ela se relacionava tentou afastar o casal quando descobriu a união. O relacionamento anterior dessa menina era com um homem e teria sido abusivo. “Ela sofre calada. Comendo o pão que o diabo amassou, até que ela faz amizade com uma mulher gay. As duas saem, se divertem e a garota que tanto sofria, e só chorava, agora era feliz ao lado de um ser igual a ela”, afirma na postagem.

Fonte - Jornal de Brasília

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