segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Irmão de Jackson Lago diz que inexiste a possibilidade da família Sarney ganhar eleição no tapetão novamente

O ex-deputado Wagner Lago, irmão do ex-governador Jackson Lago, concedeu entrevista pra o Jornal Pequeno neste final de semana e fez uma avaliação dos cenários para a eleição de outubro. Para ele, seria interessante para o processo político se Roseana Sarney fosse candidata.

“Ocorre que os tempos são outros. Inexiste a possibilidade de ganhar no tapetão, como das outras vezes. A eficácia da gestão atual pode desestimular essa pretensão, apesar da grande vontade e saudade dos órfãos do poder maranhense. Acredito que, dificilmente, ela entrará nesta disputa”, analisou.
De acordo com ele, não haverá tapetão e também não haverá mais estelionatos eleitorais como aqueles da refinaria e da fábrica de confecções, do Pólo de Rosário, inclusive com a vinda de presidentes da República ao estado.

“Vale lembrar que o estelionato da fábrica de confecções culminou com a presença no Maranhão do então presidente Fernando Henrique Cardoso, e a refinaria, outro estelionato eleitoral, com a presença do então presidente Lula. Felizmente, o quadro atual é outro”, ressaltou.

Segundo Wagner, o Maranhão está vivenciando uma real e exitosa alternância de poder que Jackson Lago iniciou em décadas de luta. Naquela ocasião, conta ele, os donos do poder interromperam esta alternância de forma brutal e draconiana, para entronizar a derrotada, que teve um terceiro mandato obtido no tapetão.

“O primeiro foi tomando do Cafeteira em 1994, numa operação às caladas da noite, com transfusão de votos brancos e nulos para a candidata. O segundo foi o brutal abuso de poder econômico e da máquina pública, em que a então governadora, hospitalizada, vencia a morte, inibindo a oposição. O terceiro foi o golpe da cassação do Jackson, que estarreceu o país, em 2009, com promessa, não cumprida, de imortalidade na Academia Brasileira de Letras para o relator”, relatou.

Além dos episódio supracitados, houve um quarto que, segundo ele, foi uma ultrapassagem misteriosa, por milésimos de segundos, como se poderia dizer, “em cima do Flávio e acabou não ocorrendo o segundo turno, com essa maquinação, naquele pleito, em 2010. Entretanto, em 2014, foram fragorosamente derrotados com um 1 milhão de votos de diferença”.

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