quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

“Eu continuo sem condições de voltar a trabalhar, sem clima de Natal ou de ano novo”, diz advogada espancada por Lúcio Genésio

Já entraram com o terceiro Habeas Corpus e vão levar à Brasília sem dúvidas. Enquanto as novelas mostram um agressor sendo preso e arcando com os seus atos covardes. A realidade é bem diferente, o meu agressor continua foragido, torrando dinheiro com advogados atrás de um Habeas Corpus favorável, que permita que eu continue em risco, um Habeas Corpus que rasgue a Lei Maria da Penha, que permita que outras mulheres não confiem no nosso judiciário para terem coragem de denunciar e, sobretudo, um Habeas Corpus que demonstre para outros agressores covardes que nada acontece. Até quando?

Agora será a hora de colocar na balança a minha segurança pessoal, a segurança jurídica de todo um sistema de proteção às mulheres em contraponto a qualquer tese inimaginável para a concessão do sonhado Habeas Corpus.

Eu continuo sem condições de voltar a trabalhar, sem clima de Natal ou de ano novo. Apenas aguardando todo o desenrolar dessa triste história. A minha história. A história de tantas outras Ludmilas. Marias. Mulheres.


Só mais um, dos meus desabafos diários.


Por Ludmila Ribeiro

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