quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Hackers do bem vão enfrentar as quadrilhas das licitações

Jovens desenvolvedores de aplicativos prometem dar mais transparência às compras públicas
A experiência começa pela Prefeitura de São Paulo, que escolheu três desses aplicativos após uma hackaton (maratona de programação) realizada em junho que levou 50 desses hackers ao plenário da Câmara dos Vereadores para apresentar soluções tecnológicas para ajudar a fiscalizar os gastos públicos, combatendo assim a corrupção.

Por 36 horas, esses jovens reuniram-se com técnicos da Prefeitura e da Controladoria Geral do Município para desenvolver esses trabalhos. Três soluções foram as escolhidas e vão começar a ser postas em prática ainda este ano. Em 1º de janeiro, foi apresentado um projeto de lei, a chamada Política Municipal de Prevenção e Combate à Corrupção e em paralelo foi desenvolvida a maratona com desenvolvedores desses aplicativos.

Como funciona?
As licitações e os gastos públicos são abertos e as pessoas conseguem acessar. A plataforma pega esses dados onde é feita uma tratativa em cima deles para ver qual órgão, o que eles licitaram, por quanto e o tempo. Com essas informações, a gente consegue saber se alguns dos órgãos estão pagando mais pelos produtos do que outros órgãos. Os dados que têm preços muito diferentes a gente junta numa plataforma visual para que o pessoal da controladoria consiga ver.

Suspeitando, Lupa e Corruptômetro
Três plataformas foram escolhidas. Uma foi o Suspeitando, que tenta identificar cada passo da licitação; a Lupa, que compara preços similares contratados pelas secretarias, destacando todos os contratos com valores 20% acima da média; e a Corruptômetro, onde é possível identificar, pelo volume de recursos envolvidos, onde está a prática da corrupção. Tudo só com dinheiro privado através de patrocínios com empresas e instituições. 
O aplicativo já está disponível na internet, no site www.suspeitando.com.br

Fonte: Prefeitura de São Paulo/Sputinik