terça-feira, 11 de julho de 2017

Com reeleição garantida, Flávio Dino rejeita ser vice de Lula

Convite foi feito por Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner. Petista também é apontado como favorito na disputa

Caminhando com tranquilidade para ser reeleito em outubro de 2018, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), rejeitou o convite para a disputar o pleito do ano que vem como vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim como Dino, Lula também é apontado em levantamentos de institutos como franco favorito na disputa pela Presidente da República.
O convite teria sido feito recentemente, pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e pelo ex-governador da Bahia e ex-ministro de Dilma, Jaques Wagner. A informação foi revelada pela revista Veja.
A rejeição ao pedido dos petistas foi confirmada pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry - que ocupa ainda a chefia da Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (SECAP).

Segundo Jerry, bem avaliado nacionalmente, o chefe do Poder Executivo estadual tem sido procurado constantemente pelo PT e até por outras lideranças de outros partidos, mas a escolha pela reeleição de governador já estaria definida.

“O governador Flávio Dino tem sido procurado frequentemente por lideranças nacionais de diferentes partidos e correntes de opinião, inclusive pelo PT. Mas não há nenhum debate específico sobre eventual candidatura presidencial ou a vice-presidente. Flavio Dino disputará a reeleição a governo do Maranhão”, afirmou.

Embora pilhado na Lava Jato, perseguindo servidores públicos e repetindo o mesmo modus operandi de governar do grupo Sarney, o governador do Maranhão tem sido beneficiado eleitoralmente pelo medo ou pela letargia de seus principais adversários.

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), por exemplo, que aparece bem colocada em pesquisas eleitorais, sequer vai entrar na corrida eleitoral; o senador Roberto Rocha (PSB) ainda não definiu se vira oposição ou se volta a manter aliança com o regime comunista; os deputados estaduais Wellington do Curso (PP) e Eduardo Braide (PMN) fogem de qualquer discussão sobre a disputa majoritária; e a presidente estadual do Podemos, Maura Jorge, embora em campanha aberta nas redes sociais e pequenas cidades do Maranhão, não tem buscado composição com qualquer outro partido para formação de chapa com sua legenda.