segunda-feira, 6 de março de 2017

Investigação sobre sumiço de PMs em Buriticupu perto de ser concluída

A investigação sobre o sumiço do soldado Carlos Alberto Constantino Sousa e do cabo Júlio César da Luz Pereira, ambos da Polícia Militar do Maranhão, está perto de ser concluída. A informação foi repassada pela delegada responsável pelo caso, Nilmar da Gama, com exclusividade, ao repórter Stênio Johnny.
Os militares desapareceram no município de Buriticupu, desde o dia 17 de novembro do ano passado. O desaparecimento teria envolvimento com a apreensão de uma caçamba sem a ordem judicial. Há suspeitas de que eles tenham sido enterrados vivos, dentro de um veículo L200 Triton, na própria região. Outras irregularidades que estariam ocorrendo dentro da própria companhia da Polícia Militar situada no município também teriam relação com o caso.

De acordo com Gama, o levantamento está em fase final, restando apenas algumas pendências judiciais para a conclusão final do inquérito.
Ela rechaçou a informação de que a testemunha-chave do caso — que teria denunciado o envolvimento de um tenente e um major da PM-MA no sumiço dos policiais — esteja desaparecida. Segundo a delegada, devido a complexidade da investigação e por correr risco de vida, a testemunha teria sido levada para um local seguro.

“Em momento algum a Policia Civil do Maranhão se omitiu a investigar o caso. Acontece que, como é um trabalho investigativo, que está sendo feito sob segredo de justiça, nós tivemos, sim, de se omitir a dar declarações à imprensa. Nosso trabalho tá sendo um trabalho silencioso”, enfatizou.
O desaparecimento dos militares começou a ser investigado pela delegacia de Polícia Civil da Buriticupu, mas desde a segunda quinzena do mês de dezembro do ano passado, após uma disputa entre o secretário da SSP-MA, delegado Jefferson Portela, e o delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Melo, o trabalho investigativo passou para uma equipe da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), sob a coordenação da delegada Nilmar da Gama.