sábado, 11 de fevereiro de 2017

Campanha esclarece população sobre vacinação contra febre amarela e quem deve receber as doses

O Ministério da Saúde lança, nesta sexta-feira (10), uma campanha para esclarecer quem precisa se vacinar contra a febre amarela neste momento e explicar à população em geral que não há necessidade de vacinação de todos.
Com o slogan “Informação para todos e vacina para quem precisa”, a campanha será dirigida aos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais, com duração de um mês. Em um segundo momento, deverá ser estendida a outros estados.

Vacinação
A campanha alerta que os grupos prioritários são aqueles que vivem ou irão viajar para áreas afetadas pela febre amarela no País, como: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, oeste da Bahia, além do noroeste do Rio de Janeiro, que está localizado na divisa com áreas que têm registros de casos.
As peças da campanha orientam a pessoa a procurar a unidade de saúde mais próxima para tomar a vacina. A vacinação de rotina é ofertada em 19 estados do País com recomendação para imunização.

Atualmente, o esquema de vacinação da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Dos seis aos nove meses de idade incompletos, a vacina está indicada somente em situação de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco.

Para adultos que não tomaram as doses na infância, a orientação é uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira.
Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar o serviço de saúde que costuma frequentar e tentar resgatar o histórico. Caso isso não seja possível, a recomendação é iniciar o esquema normalmente.
A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas, não precisa buscar a vacinação neste momento.

“Quem deve tomar a vacina da febre amarela?”

A vacina está indicada para aquelas pessoas que moram ou que viajarão para regiões de risco para transmissão da doença. Nesse grupo, a vacina geralmente é indicada para pessoas entre 9 meses e 60 anos de idade, desde que não sejam mulheres grávidas, em período de amamentação ou imunodeprimidos, como os transplantados. Pacientes entre 6-9 meses de vida e com mais de 60 anos devem ser avaliados individualmente e a decisão deve ser tomada de acordo com o risco x benefício. Outro grupo que deve ser avaliado com cuidado são aquelas pessoas com alergia à ovos, pois na composição dessa vacina há ovo embrionário.

Com relação aos pacientes transplantados renais ou em diálise , sugiro que sejam avaliados individualmente, em especial aqueles em uso de imunossupressores. Pergunte ao seu médico sobre qual a conduta mais segura.
Lembro ainda que o Estado do Maranhão, apesar de não registrar casos há 22 anos (que bom!), é considerado território de risco.