domingo, 6 de novembro de 2016

Os blogs e as eleições

Não tem jeito: a cada eleição os blogs terão mais influência no processo de escolha dos nossos gestores.
Não se trata de dizer que a blogosfera define ou que tenha o poder de definir o resultado de uma disputa eleitoral, o que seria muito pretensão da parte deste blogueiro, mas é inegável que os blogs pautam e influenciam o debate entre os candidatos durante as campanhas.

Independente da linha editorial – equilibrada, tendenciosa, esculhambada, suja, anti-ética etc – um blog pode, indiscutivelmente, contribuir positiva ou negativamente para uma campanha. Vimos acontecer isso nestas eleições municipais  em São Luis e em outras cidades. E não importa muito se o blog é ou não recordista em acessos.

Há páginas que mesmo possuindo índices modestos do ponto de audiência podem fazer um candidato perder muito tempo tentando se explicar sobre determinada notícia que publica. Daí que se torna arriscado minimizar ou subestimar um blog seja ele qual for.

O fator credibilidade é muito importante. Aliás, pode ser mais importante do que o número de acesso, até porque há muitas maneiras de manipular os quantitativos de acessos. Todos da área sabem disso.
Entretanto, e não obstante a relação de amor e ódio dos políticos com os blogueiros, a verdade é que muitos que criticam a postura escrota de alguns blogs são os mesmos que os procuram quando é para detonar com os adversários. Aí perdem a condição de reclamar quando passam ser a vítima.

Como no Maranhão prolifera blogs feito praga de ratos em fazendas australianas, são os eleitores que devem fazer a ‘seleção natural’ de quem merece ou não ser lido. De avaliar qualitativamente qual blogueiro tem um conteúdo que vale a pena ser acessado e/ou levado a sério.
Outra coisa importante: nunca é demais lembrar que tem blogueiro que faz do “parceiro” de hoje o alvo de amanhã. Questão de sobrevivência? Talvez, mas de caráter também (ou da falta dele).

O fato é que os blogs – sejam analíticos, opinativos, bombásticos, erótico-informativos, detonadores, suaves ou mais agressivos – cumprem um papel muito importante para informação da sociedade.
E durante as eleições dão um show à parte.
Por Robert Lobato.