terça-feira, 15 de novembro de 2016

Flávio Dino será candidato à reeleição ou a uma vaga no Senado? Essa pergunta já domina o cenário político Maranhense

Algumas avaliações do cenário político do Maranhão para as decisivas eleições de 2018 sugerem dois caminhos para o governador Flávio Dino (PCdoB). O primeiro é o rumo natural da busca da reeleição, mais motivado pela construção de um legado como gestor que nos discursos como candidato, e mesmo depois de eleito, assumiu e repicou o compromisso de transformar social, econômica e politicamente o Maranhão. E o segundo será lustrar suas credenciais políticas e seguir para o Senado da República, de onde tem as condições necessárias para ocupar um espaço de liderança e de comando na seara da esquerda, hoje sem rumo com o trucidamento moral e político das suas principais referências. Entre assessores e interlocutores não há dúvida de que as duas possibilidades balançam o governador, que trabalha na construção da via que lhe dará mais um mandato, por considerar que três anos e meio é pouco tempo para operar as mudanças que tem em mente. Mas nenhum deles duvida de que Flávio Dino se mantém atento às marchas e contramarchas da política nacional e atua para fortalecer seu link com segmentos e movimentos que enxergam nele um político com estatura para representá-lo.

As mesmas avaliações indicam que, passadas as eleições municipais e deflagrada a corrida para as urnas de 2018, Flávio Dino começa a se deparar com os dois caminhos e a avaliar qual dos dois se encaixa mais na sua realidade de governador compromissado. Só que, de acordo com informações alcançadas pela Coluna, ele tem sido pressionado por líderes intermediários no sentido de que se lance no cenário nacional como uma referência capaz de aglutinar forças de esquerda hoje solta após dispersadas pela desconstrução impiedosa do PT, que alcança também o seu partido, o PCdoB. O influente secretário Márcio Jerry, que preside o PCdoB e cuida da Comunicação e Articulação Política, é firme quando afirma que o governador é candidato à reeleição, mesmo sabendo em política não cabem decisões tão fechadas com tanta antecedência num cenário em que a incerteza está no ar.
Por Ribamar Correia