terça-feira, 5 de abril de 2016

Câmara de vereadores aceita velório de suspeito que atirou no policial militar piauiense Ivan Borges

O corpo de Lucas Lustosa, 18 anos, morto durante uma troca de tiros com o policial militar piauiense Ivan Borges de Lima, que também veio a óbito na última sexta-feira (1º), durante assalto a um estabelecimento comercial em Palmas-TO, foi velado na Câmara Municipal de Barrolândia.
O fato dividiu opiniões da população do município e gerou polêmicas nas redes sociais.
O presidente da Câmara, vereador Paulo Valdeis Soares, disse que liberou o local para que o velório ocorresse porque foi um pedido do pai de Lucas, Edvaldo Lucena Maciel. “O rapaz é filho de família tradicional na nossa cidade, quando o pai dele me pediu não tive como recusar porque é uma família sem mancha nenhuma e são muito queridos aqui” , disse o vereador.
Paulo Valdeis disse ainda que a população ficou com opiniões divididas, mas ele preferiu atender o pedido da família. “O que fiz também teve opiniões positivas de algumas pessoas, porque sabem que a família não tem culpa do que aconteceu com o rapaz. Ele acabou fazendo uma coisa errada e deu no que deu”, disse o parlamentar.
O velório aconteceu no sãbado (02), ocasião em que a Câmara Municipal permaneceu com bandeiras a meio mastro, em sinal de luto.
Por meio de nota, a Federação dos Praças Militares do Estado do Tocantins , que reúne associações que representam Policias Militares de todo o Estado, repudiou a atitude da Câmara de Vereadores de Barrolândia “ que abriu as portas para velar o jovem Lucas Lustosa Maciel, suspeito de matar na última sexta-feira (01) o policial militar Ivan Borges de Lima” . A Federação disse ainda que o ato caracteriza inversão de valores.
ENTENDA O CASO
O policial militar piauiense Ivan Borges, de 31 anos, foi morto na última sexta-feira (01) durante uma troca de tiros com suspeitos em uma empresa de ferragens no estado do Tocantins. Natural de Batalha-PI, o policial trabalhava no momento como segurança.

FILHOS DE PMS
Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos são filhos de policiais militares. O pai de um deles e um amigo prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios porque teriam chegado ao local logo depois da tentativa de assalto. Os dois foram ouvidos e liberados em seguida.
O jovem que emprestou a motocicleta para os dois indivíduos também prestou depoimento e foi levado para Casa de Prisão Provisória de Palmas. Ele foi autuado em flagrante por dois crimes: falsa comunicação de crime e participação no latrocínio.

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