quarta-feira, 2 de março de 2016

Os Perigos do "Omeprazol"

Tomar o antiácido pode prejudicar seu organismo a longo prazo e levar à doenças como osteoporose e demência.

Ao que parece, o mundo sofre mesmo é do estômago. E o Omeprazol foi um medicamento que apareceu como uma autêntica revolução no tratamento de inúmeros males que atingem o órgão. No entanto, seu uso prolongado (cerca de dois anos) pode provocar demência, de acordo com um artigo publicado por um dos mais respeitados jornais médicos, o Journal of the American Medical Association (JAMA).
Um pó branco pouco solúvel em água, o Omeprazol é da classe dos inibidores da bomba de prótons, e indicado para pessoas que sofrem de má digestão, refluxo, azia, hérnia de hiato ou úlceras pépticas benignas, tanto gástrica como duodenal.
Hoje, ele é o segundo medicamento mais consumido do planeta depois do paracetamol, informa Dr. Jorge Fonseca, médico da Open International University for Complementary Medicine, na Índia.
Omeprazol está inclusive na lista de “Medicamentos Essenciais” da Organização Mundial da Saúde. Mas veja só o que seus efeitos colaterais podem causar a longo prazo.
Mais chances de desenvolver doenças do coração
O medicamento pode aumentar o risco de ataque e doenças do coração, segundo um estudo feito com tecido humano publicado em 2013 pelo Circulation, jornal da Associação Americana do Coração.
Na época, o pesquisador John P. Cooke, chefe do departamento de ciências cardiovasculares do Houston Methodist Hospital e professor na Stanford, disse à Reuters que “antiácidos que suprimem inibidores da bomba de prótons podem provocar a constrição dos vasos sanguíneos e consequente redução do fluxo de sangue.”
Derrame cerebral, espasmos musculares e osteoporose
Nos últimos três anos, a Food and Drug Administration (FDA) emitiu dois alertas sobre os inibidores da bomba de prótons, de acordo com o Harvard Heatlh Publications. Em abril de 2011, a agência alertou que o uso prolongado (mais de um ano) deste tipo de medicamento poderia levar a uma queda na absorção de magnésio, elevando o risco de arritmias, derrames cerebrais, convulsões, enfraquecimento dos ossos e espasmos musculares.
Anemia e demência
Pesquisadores da Kaiser Permanente, líder na indústria da saúde norte-americana, demonstraram que o uso contínuo do Omeprazolleva a uma baixa absorção de vitamina B12. Ao comparar dados de quase 26 mil pacientes diagnosticados com baixos níveis da vitamina com outros 184 mil que não tinham o problema, veio a resposta: indivíduos que tomam Omeprazol por mais de dois anos tem 65% mais chances de desenvolver deficiência de B12. A falta da vitamina pode causar demência, dano nos nervos e anemia.

Finalmente, é claro que“isso não significa que as pessoas devem simplesmente parar de tomar seus medicamentos”, afirma Dr. Douglas Corley, gastroenterologista da Kaiser Permanente. “Se o médico receitou, existe um motivo, é para melhorar sua qualidade de vida”. Por outro lado, se o seu caso exige o uso prolongado do Omeprazol, vale a pena conversar com o seu gastro para saber se existem alternativas com menos efeitos colaterais a longo prazo.
A automedicação é um perigo porque, por aliviar a dor do paciente, muitas vezes, o omeprazol acaba mascarando problemas mais sérios como um câncer gástrico, fazendo com que a pessoa não investigue a fundo esse problema e não receba rapidamente o seu diagnóstico.
Fonte: Area/H

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