quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Vírus zika se propaga de 'forma explosiva'; alerta da Organização Mundial da Saúde é extremamente alto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o vírus zika se propaga de 'forma explosiva' e que o nível de preocupação é extremamente alto. A OMS alertou que a epidemia deve se espalhar pelo continente americano, com exceção de Chile e Canadá. Durante reunião do comitê executivo da OMS, realizado na manha desta quinta-feira, a diretora-geral da organização, Margaret Chan, defendeu a troca de informações sobre o surto da doença, que já atinge 23 países. Ela também disse que há muitas incertezas sobre a doença.
“Queremos superar a lacuna científica sobre o vírus zika. Compartilhar informação será crucial” — afirmou Chan.

Um reunião de emergência foi convocada para a próxima segunda-feira em Genebra, na Suíça, para discutir a propagação do vírus. O alerta do OMS foi publicado nos principais jornais do mundo nesta quinta-feira.
Margaret Chan lembrou ainda que eventos climáticos alimentados pelo El Niño, que levam chuva e calor a áreas mais extensas, devem contribuir ainda mais para a o avanço da doença. Ela ressaltou que os maiores especialistas do mundo estão trabalhando juntos para confirmar a possível ligação do vírus com os casos de microcefalia.

“O nível de alarme é extremamente elevado. Chegada do vírus em alguns casos, tem sido associada com um aumento acentuado no nascimento de bebês com anomalias craniana”, afirmou a diretora-geral da OMS.

A propagação da zika fez com que governos de todo o mundo aconselhassem mulheres grávidas a procurarem regiões que ainda não tenham sido infestadas pelo vírus.

NO BRASIL, ORGANIZAÇÃO ESTIMA 1,5 MILHÃO DE CASOS DE ZIKA
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o vírus zika pode infectar de 3 milhões a 4 milhões de pessoas nas Américas, incluindo 1,5 milhão no Brasil. No encontro em Genebra, o Diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, apresentou por telefone dados sobre os casos de microcefalia no país e ressaltou que o ministério trabalha apoiando institutos de pesquisa para desenvolver uma vacina.
O diretor de doenças transmissíveis da Organização Pan-Americana de Saúde e representante da OMS nas Américas, Marco Espinal, disse que um estudo que ainda será publicado sugere uma correlação entre o zika e a microcefalia em recém-nascidos no Brasil.
“Não sabemos ainda se o vírus cruza a placenta e gera ou causa microcefalia. Achamos que tem algum papel. Não há dúvida sobre isso”, disse Espinal.

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