terça-feira, 28 de abril de 2015

César Pires mostra maturidade ao pedir respeito à oposição

O deputado César Pires (DEM) defendeu, na sessão desta segunda-feira (27), equilíbrio e “respeito” às posições dos oposicionistas. Pires disse que foi líder de oposição e de governo, mas que “nunca tentou macular a vida de quem quer que seja sob o ponto de vista pessoal”.
César Pires fez um apelo para que os ânimos sejam serenados e que os ataques pessoais deixados de lado. “Temos que ser precavidos, ter maturidade, temos que ter capacidade. Eu na minha vida, como líder de oposição e depois líder de governo, nunca me apropriei da minha situação para poder tentar macular a vida de quem quer que seja sob o ponto de vista pessoal. Tanto é que nutri com a oposição um nível de entendimento fortíssimo durante o tempo em que fui líder de governo, fazendo prevalecer o meu talento, a criatividade, a minha capacidade cognitiva de interpretação e jogar para fora aquilo que eu entendia como o pressuposto básico da dignidade ou dos erros dos governos aos quais estavam aí”, garantiu.

DEBATE – César Pires recriminou tanto governistas como oposicionistas e defendeu que se voltem ao debate político. “O que eu vejo aqui em determinado momento, sim, é uma falta de maturidade de ambas as partes no debate maior, levando o emocional acima da razão e dados, às vezes, que não contribuem com nada”, disse.
No entanto, o parlamentar defendeu a colega Andrea Murad (PMDB) de uma acusação indevida a parlamentar. “Acho legítima defesa do Fábio, acho legítimas as prerrogativas que Andréa faz, mas eu quero dizer que eu nunca vi Andréa em momento nenhum falando desse caso da enfermeira de Imperatriz, nunca vi e que alguém traga para mim um registro  em relação a essa situação. Não podemos atribuir fatos a quem não construiu esses fatos
E ao encerrar o discurso, comparou: “Essa é a vida da nossa política. A eternidade não nos espera se nós não tivermos capacidade muito mais do que nos digladiarmos, mas na verdade mostrar os defeitos, e aqueles que assim a Justiça puder levar e os órgãos de fiscalização puder abocanhar que façam, mas que a gente continue de pé e não espere que um dia os teatros se abram para esse pouco talento que nós estamos vivendo aqui”.